| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Pelecaniformes |
| Família: | Ardeidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | C. cochlearius |
A arapapá é uma ave Pelecaniforme da família Ardeidae. Também conhecido como savacu, colhereiro, arataiá, arataiaçu, socó-de-bico-largo (Piauí), tamatiá e tamatião (Pará).
Seu nome científico significa: do (latim) cochlearius, cochearium = colher. ⇒ Ave colher.
O arapapá é uma ave singular não sendo possível confundi-la com qualquer outra ave devido ao seu característico bico largo e poderoso que lembra um baarco virado de cabeça para baixo. É uma ave atarracada e de porte médio que mede entre 45 e 53,5 centímetros de comprimento e pesa entre 503 e 770 gramas de peso (Martínez-Vilalta, 1999). Apresenta uma coroa preta com a testa e a face brancas. As asas são cinzentas. As longas penas lanceoladas da região occipital formam uma conspícua crista preta. A parte superior das costas apresenta uma coloração escura que contrasta com a cor cinzenta das demais partes superiores. O peito é claro apresentando uma tonalidade ligeiramente acastanhada, já o ventre e o crisso são de coloração camurça. Os flancos do ventre apresentam penas pretas. O bico é preto com uma leve tonalidade amarelada na base da mandíbula inferior. Os olhos grandes abrigam íris de cor marrom escuro, contrastando com as lores e pele orbital de coloração cinza. Apresenta um pequena mancha amarelo esverdeada na parte superior da maxila que chega até a testa branca. As pernas são esverdeadas. A bolsa gular, visível apenas quando expandida, apresenta variação na coloração de acordo com a região: é amarelada na Venezuela, cinza fosco amarelado no Panamá e muito distintamente rosa no Brasil.
Quando em repouso na escuridão, descansa a cabeça sobre o peito.
Os sexos são idênticos, porém os machos têm uma crista mais desenvolvida.
Os jovens apresentam a coloração da asa marrom. Suas partes inferiores são brancas com uma leve tonalidade rosa pálido ou amarelo pálido. A crista dos jovens é menos proeminente do que a dos adultos. Segundo Dickerman, os jovens da espécie passam por seis tipos de plumagens intermediárias antes de adquirir sua plumagem final.
Possui cinco subespécies:
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de crustáceos, insetos, vermes. Ao anoitecer desloca-se para as áreas de alimentação, geralmente em locais com cascalho, águas rasas de arrebentação ou lamaçais.
Pode se alimentar também de anuros. Quando a sua presa é muito grande, a mesma costuma colocar o alimento na água para aumentar a viscosidade e facilitar a ingestão do alimento.
Reproduz-se em colônias, construindo um ninho frágil de gravetos em manguezais. Põe de 1 a 3 ovos branco-azulados, às vezes com pontos avermelhados na extremidade mais larga. Período de incubação de 23 a 28 dias.
Habita manguezais, lagos salobres, brejos de água doce e rios florestados, sendo pouco avistado pelo fato de estar mais ativo durante a noite. Descansa durante o dia sobre as árvores, em grupos da mesma espécie. Uma ave solitária, que evita os seres humanos e a maioria das outras aves.
Presente localmente em grande parte do Brasil, desde o Norte e Nordeste até o Estado do Paraná, bem como do México à Argentina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: